Nosso Mundo...

História

 

O Grupo EntreMundos de teatro, cuja origem está ligada à pesquisa do discurso autoral e da plasticidade cênica, nasce em junho de 2016, através de encontros com cinco atores com um único objetivo: Estudar a relação entre Teatro e Sociedade. O que dizer sob viés da Arte? Por que? Para quem? O que antes era um encontro de uma vez por semana, torna-se um coletivo com projetos autorais e adaptados, baseados nas temáticas onde o discurso e a plasticidade ressignificam (pre)conceitos e estigma sociais. Um teatro de grupo, que procura a reflexão sobre a ética do artista, e da responsabilidade deste no universo social e cultural.

 

O grupo segue uma linha de pesquisa autoral através de peças e projetos inéditos, tais como: projetos em teatro, contação de histórias, teatro-escola, teatro-empresa e projetos sociais. Em paralelo, desenvolve projetos de pesquisa nas Artes Cênicas com linguagens e estéticas abrangentes. A figura do artista dentro do EntreMundos surge como co-autor da obra, devido ao processo colaborativo durante a criação.

 

Uma trajetória de conquistas - temporadas, aprovações em editais e projetos de formação de público. Assim surge o  "ENTREMUNDOS” - a fusão de diferentes micro-universos e dimensões de diferentes profissionais incorporando em uma só pesquisa diferentes especificidades. A escolha do nome não foi atoa: vem da ideia da física quântica (teoria das cordas), usada para explicar o conceito de dimensão. Acredita-se que o universo é concebido em três dimensões: altura, largura e profundidade. No entanto, é possível  existir outras dimensões fora da capacidade de atinamento do ser humano, o que possibilita que no mesmo espaço físico em que estamos possa existir outra coisa em outras 3 ou mais dimensões. Afinal...

 

Muitos MUNDOS ENTRE nós,

Dentro de nós,

Para nós,

Nós.

Somos muitos...

MUNDOS...

Bem vindo!

Fique a vontade!

ENTRE!

Filosofia Mundana

O modo EntreMundos de ser e estar no mundo, como o próprio nome diz, vai ao encontro da dialética entre: sociedade - estudos e linguagens teatrais – função social do artista. Tantos Mundos em nosso Mundo com um único propósito: Desenvolver e transmitir conhecimento através da Arte. Ao vivenciar a expressão de diferentes linguagens e formas, conhecemos um país, seu povo, sua história e a si mesmo. Seja como público, seja como artista a Arte favorece o desenvolvimento de suas capacidades criativas, permanecendo como valor documental, totalmente comprometida com a vigência dos fatos, com a visibilidade e inclusão dos grupos silenciados, com a democratização do acesso à cultura e com a inclusão do público (sem distinção de qualquer ordem). 

 

A Sociedade, o Indivíduo e o Conflito como formação do nosso pensamento, da nossa imaginação, da nossa percepção e da nossa sensibilidade (como grupo e indivíduo).Vamos ao encontro do dramaturgo Bertolt Brecht (1898 – 1956) que não se limita a explicar o mundo, e sim, transformá-lo. Aqui o Artista e o Público pensam e transformam a realidade. Aqui, os fatos são apresentados de forma dialética, ocupando o pensamento a serviço de sua desalienação. Fugimos do ‘ilusionismo’, que segundo o autor, leva à alienação e revogação do público.

 

Ressignificamos todas as relações que envolvem a representação teatral, e os tabus sociais. Aliás, ressignificar é o verbo que transita nas nossas ações e nos nossos projetos que buscam: a pegada autoral, a visibilidade dos grupos emudecidos e a provocação das ruas, vielas, travessas e avenidas do mundo. Somos Mundanos (ou Artistas); somos polivalentes - criadores | questionadores | pesquisadores | versáteis.... Para nós, entrar nesse Mundo (não como um simples repetidor de falas e ações) é ser agente de sua obra, consciente e a serviço do público.

Estética

 

Quatro anos de investigação resultou em três Núcleos de Pesquisa, criados pelos integrantes do grupo, chamado “Tríade Estética”, sendo eles: o Núcleo do Discurso Cênico, o Núcleo de Elementos da Cena e o Núcleo da Plasticidade. Nesses núcleos, métodos e técnicas diversas, são pautados na prática, no discurso e na significação imagética - a plasticidade, agora um conceito estético.

 

A Plasticidade é o objeto de estudo do EntreMundos. Segundo o termo “é a propriedade de um corpo mudar de forma de modo irreversível, ao ser submetido a uma tensão”. Ao analisarmos a definição percebe-se todos os elementos pontuados na estética do grupo: O corpo seria o discurso que pode mudar de forma; O modo irreversível seriam os elementos que são ressignificados; E por fim, a tensão seria o TODO, o conjunto, a ideia que envolve o que é passado para o público e a comunicação de ambos.

 

Um teatro contestador, provocador e cortante, que alia a comunicação de todos os elementos cênicos,  - Luz, cenário, sonoplastia, figurino, atuação, dramaturgia - compondo um discurso compacto e plástico, sem grau de importância entre eles.